Posterous theme by Cory Watilo

Final da Superliga - Que jogão!

Sou carioca e obviamente sempre torço pro meu estado em qualquer circunstância, mas hoje, ao começar a ver o jogo Osasco x Rio de Janeiro e percebi que havia ali algo mais forte que uma simples rivalidade regional. Havia uma grande vontade das meninas de unhas laranja para mudar o final de um filme com o mesmo roteiro há três anos.

O Osasco teve o patrocínio retirado ano passado e teve que lutar pra conseguir um novo, que acreditasse na equipe e desse as condições pra uma virada. A virada veio personificada por Natália, ponta do time paulista e melhor jogadora da final. Ela contagiou a equipe e não deixou que ninguém caísse, mesmo quando o jogo ficou 2 a 1 pro Rio.

Além da Natália, o choro da Sassá, ex-Rio de Janeiro, antes do ponto final do tie-break foi demais. A união do Osasco pelo título provou que uma equipe sólida, em qualquer área profissional, multiplica as possibilidades de sucesso. #ficadica

Enfim, foi um jogão. Ganhou o Osasco. Mas, acima disso tudo, ganhou o vôlei feminino do Brasil. Sem dúvida, hoje, o melhor do mundo.

Campanha Telelistas - Beto, liga pra Mônica!

Ontem comentei com na aula da pós-graduação que faço sobre a campanha "viral" que a Telelistas fez "Beto, liga pra Mônica" e todos, obviamente, já colocaram isso no #FabioCarvalhoFacts, do Twitter. Acontece que conheço a Marisa Lemos (@mslemos), fera do MKT da Telelistas, que lembrou também e me disse que foi um grande ideia da JWT. Daí, comentei com ela sobre a campanha, que fez muito sucesso, e perguntei se havia algum material disso, pois na web não se acha Paul Newman.

Hoje, o @TeleListas me tuitou que eles digitalizarão o vídeo dessa campanha e vão me avisar quando conseguirem. Interessante eles terem pensado nisso, mesmo que essa campanha já tenha mais de 10 anos, no barato. O mais legal de tudo é que mostramos mais uma vez a força das mídias sociais. Um tweet que levou a outro, que chegou à marca e a fez tomar uma decisão sobre a questão. Nada especial no sentido comercial, mas uma decisão de criar uma memória para um patrimônio que é deles. Bacana, né?

Tatuagens, taduadores, tatuados, relacionamento e ... marcas

Quando tive aulas com o professor Andrei Scheiner, consultor da Terra Forum (@terraforum), feraça em branding e debatedor do último Sou+Web, fiquei muito curioso sobre a defesa da dissertação de mestrado que ele desenvolveu: "um estudo sobre as narrativas do consumo a partir das tatuagens de marcas de produtos". Achei aquela uma grande sacada para mostrar até onde um fã de uma determinada marca iria para mostrar seu amor por ela.

No domingo passado (14), me peguei zapeando pelos canais a cabo, quando me interessei pelo Miami Ink, programa em que tatuadores mostram seu estilo de vida e conversam com os tatuados sobre suas vidas e aventuras. Naquele momento, pensei: esses caras poderiam servir como o melhor exemplo de atendimento ao cliente que já existiu. Por quê? Explico.

A pessoa chega ao estúdio com uma ideia do que quer tatuar. Daí, o tatuador prepara o rascunho do que será pintado no corpo do cliente, se ele gostar, claro. Como os tatuadores do Miami Ink são feras, raramente o cliente se sente insatisfeito, até porque, como disse, a ideia de tatuar é do próprio cliente. É ele que procura o serviço. E por referência de amigos e talvez até da social media, chega às melhores pessoas para ter aquele tipo de serviço prestado.

Passada a fase do rascunho, o tatuador começa a pintar o desenho no corpo do cliente. É nessa hora que surge o componente fundamental para um bom atendimento ao cliente: o relacionamento. As pessoas geralmente têm tatuagens por algum motivo e querem expressar seus sentimentos com esse gesto. Os tatuadores também sentem isso e trocam ideias in loco, perguntam aos clientes o que os levou a querer fazer tal tatuagem. Surgem histórias bacanas, motivos nobres, às vezes bem-humorados, mas o principal é que ali a relação "empresa" e cliente está muito bem fundamentada. 

Ao terminar a tatuagem, o tatuador pergunta ao cliente o que ele achou. Novamente, é raro alguém dizer que não ficou satisfeito. Temos um grande follow-up de cara e muito bem conduzido, sem as formalidades do mercado tradicional. Assim, o cliente vai embora satisfeito, com a promessa de voltar ao tatuador para fazer mais uma tatuagem, pois quem gosta tem mais de uma, sempre. Se bem tratado, o cliente obviamente voltará ao mesmo tatuador. Olha o share of mind, aee gente! 

É ou não é um serviço a ser copiado por quem pensa em bom branding? Viva os bons tatuadores.

Crianças, adultos e branding

Semana passada, minha filha não conseguiu tomar o sundae do McDonald's que queria, porque eles não tinham nada além de chocolate. Ontem, ela me pediu para irmos ao shopping, mas disse: "pai, não vamos naquele que só tem sorvete de chocolate, não tá?"

O que se tira disso? Que minha não gosta de sorvete de chocolate? Errado. Ela adora chocolate, embora quisesse outro sabor naquele dia. O que se tira disso é que uma experiência mal sucedida de um consumidor, não importa a idade, pode fazer com que ele nem queira voltar ao local onde fica uma determinada loja, porque lá sabe que não vai encontrar o produto que deseja. É claro que expliquei a minha filha que naquele dia o sorvete que ela queria estava em falta e que voltariam a oferecê-lo outro dia. Mas, pensem no estrago maior que um adulto mal atendido ou mal recebido pode fazer em um determinado negócio.

Oferecer o máximo em atendimento e profissionalismo pode ser o grande diferencial de um negócio. Não precisa reinventar a roda. Isso já faz a diferença. 

The Importance of Branding in the Digital Age | Digital Tonto

Many believe that brands will become less important as digital technology marches onward.  They will surely be disappointed.

In fact, it is likely that branding will become more important in the digital age.  With more media and more brands, consumers have to more to filter out.  In order to cut through the clutter, marketers will have to work harder to build brands that inspire loyalty.

To understand why, let’s start at the beginning…

Creative Kings in a Consumer Age

After World War II, most of the globe went through several decades of seemingly boundless economic expansion.  Consumers had ever more money to spend and business expanded to meet the demand.  It was the dawn of the branding age and marketers strove to make their products popular with consumers hungry to join the consumer culture.

It was also an era of mass media.  There was a limited amount of TV stations and programming was geared to mass audiences.  Popular broadcasts like The Ed Sullivan Show in the US could reach more than 50% of the population.

In this environment, creativity was king.  Advertising pioneers such as David Ogilvy and Leo Burnett developed powerful brand images that transformed the landscape of commerce.  Great creative work combined with mass audiences proved to be a powerful combination.  Brands evolved into consumer icons and built enormous profitability for the companies that owned them.

The Media Revolution

Cable and satellite technologies transformed media in the 80’s and 90’s.  New, thematic channels chipped away at mass media, making it harder to reach audiences and increasing clutter.  With the exception of special events like the World Cup and the Super Bowl, advertisers had to cobble together mass audiences by aggregating smaller ones.

In the new media environment, brand messages became harder to get across.  Media fragmentation emerged as the new reality.

Advertisers started to look for alternatives to mass communication.  New techniques such as Guerilla Marketing and Communication Planning vied with upgraded forms of direct response marketing.

In this new environment, creative strategy became just part of the picture.  You had to present the right message, to the right person at the right time for the right price.  Brand promotion evolved into an exponentially more complex animal.

Computer technology had a major role to play in the media revolution.  Much like the financial revolution that preceded it, the media revolution involved greater access to data and sophisticated analytical techniques that were enabled by cheap computing power.  Expenditure databases and ratings optimizers replaced “gut feel” as marketers struggled to adapt.

A New Analytical Age

The revolution continues today as digital technology fragments audiences further and creates even more data to be parsed.  Analytical rigor has become a core competency for any marketer.

One of the pitfalls of analytical rigor is that you can lose sight of the subject of the analysis.  With so many numbers flying around, it’s easy to forget that essentially marketing communication is about how people interact with products emotionally.

People love some brands, hate some others and don’t think much at all about most.  How the consumer feels about a brand will determine whether she is willing to buy it and what price she will pay.

Marketers know this and invest millions of dollars every year to track how consumers feel about their brands.  For instance, a fast food company would track factors such as value, taste quality, etc.

Brands and Direct Response

Heavy investment into brand image is confusing for many direct response marketers.  Why wouldn’t a business want to see a direct relationship between investment in marketing actions and sales?  Surely smart business people must value suppliers who can deliver definitive results?

Well, not exactly…

A typical scenario is encapsulated in an experience I had with planning for a fast food restaurant brand some years ago.  The operations people loved sales promotions.  Every time they ran sales oriented campaigns, business performance would improve.  They made money and achieved measurable sales ROI.

However, as perception of their brand attributes in tracking research declined, so did the efficacy of sales promotions.  In effect, each sales promotion was stealing from the next one.

While brand campaigns lacked the direct response jolt of sales promotions, they increased the performance of future sales promotions.  While ROI was harder to measure directly, long term sales increased.

In reality, direct response is highly dependent on brand equity.

The ROI Trap

Many people in the digital world believe that advertisers will eventually see the folly of traditional media and enter a new era of Digital ROI.  They expect to offer quantitative proof that their media is effective, something they feel that the marketing world sorely lacks.  They are bound to be disappointed for several reasons.

Firstly, for many products, immediate response isn’t feasible.  People who just bought an iPod, a car or a new TV aren’t very likely to buy a new one soon no matter how much they might like it.  Maintaining brand equity over a long product cycle is a major concern for many marketers and how Digital Media affects perception isn’t very well understood.

A second point is that many marketers are reluctant to spend more in Digital Media is because they have less access to audience data and measurement.  While there is literally decades of demographic and psychographic data about TV, Radio and Print, nobody really knows who watches a web video.

Finally, as Digital Media grows in importance and improves its ability to deliver content, it will become more like traditional media.  In order to take on a bigger role in marketing products, Digital Media will have to be able to demonstrate that it can build brand equity effectively, not just produce direct response.

Brands in the Digital Age

In the years to come, we can expect the basic trends to continue.  There will be more media channels and more brands vying for attention on them.  Clutter will increase and consumers will continue to filter out more brands than they take in.

Therefore, we can reasonably expect brands to become more important, not less.  As consumers are offered more choice, their preferences will become more important.  Some brands, like Apple and Google will enjoy strong loyalty, low acquisition costs and high margins.  Others are going to struggle and pay more to make each sale.

If digital media is ever going to become a profitable industry, it will have to learn how to build brands, not just produce direct response.  Ironically, to build the consumer brands of the future, today’s digital marketers will probably have to learn a lot from the ad giants of the past.

- Greg

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Marcas não são histórias, são adubos para histórias » Webinsider

Marcas não são histórias, são adubos para histórias

16 de novembro de 2009, 20:46

Marcas não precisam construir narrativas do zero. O desafio é trabalhar pontos de contato - tirar a marca do centro das atenções e colocar o consumidor no papel principal. É difícil mas inevitável.

Por Roberto Cassano

As formigas – ou pelo menos uma espécie específica delas – sobem em árvores, recortam pedaços de folhas e as levam para o formigueiro. Ao contrário do que parece, elas não comem as folhas. Elas as mastigam e as depositam em um local onde a folha triturada funciona de horta para um fungo que, este sim, servirá de alimento para o formigueiro.

Nós somos formigas recortando manifestações de marcas e as levando para nossos lares, onde as digerimos junto a referências culturais e cultivamos algo que costumamos chamar de “eu”. As marcas são insumos. As devoramos – assim como fazemos com as celebridades. Elas são conteúdo, são histórias, ou pelo menos são cenários e personagens do filme de nossas vidas.

Soa até engraçado, se partirmos desse ponto, falar em ações de engajamento de marcas ou de conteúdo de marca. Elas já são isso. Sempre foram!

O que temos aqui não é a construção de narrativas do zero, mas sim o processo de enriquecer as marcas, de trabalhar os pontos de contato e de fazer com que elas tenham nuances, narrativas, detalhes e características que as tornem mais férteis. Que sejam um melhor substrato para os fungos que alimentarão nossa fome de histórias.

É um desafio e tanto para o “dono” da comunicação. Tirar a marca do centro das atenções e colocar o consumidor no papel principal. Mas é tão difícil quanto inevitável. As redes sociais, que surgiram como um fenômeno independente do branded content, ajudam a entender melhor esse processo.

Foi preciso que o consumidor respondesse às marcas, que declarasse de forma óbvia e evidente sua associação (ou seu ódio) a elas, foi preciso que ele iniciasse diálogos, para que as marcas descobrissem seu lugar. E ele, definitivamente, não está restrito aos painéis no canto do campo de futebol. [Webinsider]
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O que estamos aprendendo com as rede sociais? » Webinsider

O que estamos aprendendo com as rede sociais?

05 de dezembro de 2009, 20:00

A difícil mudança de cultura não está somente em aceitar que o consumidor mudou e que a comunicação está em constante mudança, mas de aceitar, em primeiro lugar, que você mesmo tem que mudar.

Por Antonio Mafra

Em meu último artigo aqui no WebInsider, escrevi que para incluir sua empresa nas redes sociais é necessário que você, antes disso, faça uso dela com seu próprio perfil. Um modo de experimentar, entender e enxergar oportunidades. E, ao decidir interagir na rede, o mais importante é ter uma estratégia bem clara do que você pretende fazer ao incluir sua empresa neste meio.

Tudo isso continua valendo. Todos os dias acontecem inúmeros eventos explicando sobre o assunto. Matérias na imprensa e nos blogs são diárias, todas discutindo os velhos e novos conceitos, o que é bacana e está na crista da onda tem que ser compartilhado. E é neste espírito que gostaria de compartilhar com você, leitor, que curte esse assunto tanto quanto eu, um pensamento que me vem à mente toda vez que discuto sobre o tema: o que de fato estamos aprendendo com as redes sociais?

Carlos Nepomuceno disse uma vez que o governo brasileiro deveria dar ao Orkut Buyukkokten uma estátua pela inclusão digital que realizou entre as pessoas mais carentes. A estátua não foi feita, mas o governo conseguiu incentivar a compra de computadores e democratizar um pouco mais a rede.

Mais importante do que engajar, relacionar, ter conteúdo relevante, criar, compartilhar, entre tantos outros conceitos, é saber qual a lição estamos tirando de tudo isso.

Gostei de uma frase que o René de Paula soltou em uma dessas palestras. Parafraseando-o: “As contas que vocês possuem nas redes não são suas…”. Ele está certo! Indo um pouco mais além, vamos usar um exagero para exemplificar: suponha que alguma dessas redes proíba a presença de empresas, seja com comunidades ou perfis. O que você, gestor, irá fazer? E que você, analista, vai analisar? E a agência, vai propor o quê? Vamos simplesmente deixar de fazer? De conversar? De criar boas experiências para nossos clientes? De criar interação e proximidade com nossa marca?

A difícil mudança de cultura não está somente em aceitar que o consumidor mudou e que a comunicação está em constante mudança, mas de aceitar, em primeiro lugar, que você mesmo tem que mudar.

Por que não, por exemplo, mudar o modo como seu SAC atua? Ser mais humano no atendimento e mais ágil como sugere a rede. Por que não rever os processos que estão emperrando e burocratizando demasiadamente seu cotidiano?

Fazendo com que gastemos tempo e dinheiro desnecessariamente. Seja mais franco e direto. Michel Lent já dizia: “Menos é mais”. Que tal rever sua comunicação? Será que seu cliente precisa receber aquele comunicado via e-mail toda semana, que não está de acordo com o que ele precisa?

Isso tudo é não é nada simples, mas a mudança que ouvimos todos os dias não pode só ficar da porta para fora, temos que, aos poucos, trazê-la para dentro de nossa casa procurando a melhoria constante. Afinal, na era da colaboração e interação, um aprende com o outro. [Webinsider]

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ÉPOCA – Blog de Guilherme Fiuza | Política e tudo mais » Arquivo » Bola na meia

A imprensa tem tido um trabalho danado para lustrar o título do Flamengo. Dentre os bordões repetidos, aparece até a pérola de que “o Grêmio foi valente” no jogo decisivo.

Como diria John Lennon, just gimme some truth (dêem-me só um pouco de verdade).

Numa das páginas mais negras do futebol brasileiro, o Grêmio construiu seu roteiro de derrota verossímil. Tinha que perder o jogo para não dar o título ao rival Internacional. O Brasil ficou refém do campeonato particular dos gaúchos.

Entrou em campo com o time reserva, deliberadamente instruído para perder o jogo e aparentar dignidade. Um paradoxo mais complicado do que a honradez do governo Arruda.

Mas o Flamengo entrou em campo paralisado. Como sempre acontece com o dono da maior torcida e da maior empáfia do país, a festa estava pronta antes da batalha. Bastava desfilar o oba-oba e esperar a taça. Aí a bola acabou entrando no gol errado.

Daí em diante, os garotos gremistas ficaram aturdidos. Não podiam simplesmente parar em campo, mas o adversário (o campeão, no script) não fazia a sua parte. O juiz diligente fez a sua, ignorando o empurrão pornográfico de Adriano no seu marcador. Um a um.

O Grêmio tinha que jogar com garra, para não esculhambar sua tradição, e tinha que perder, para não apanhar na volta a Porto Alegre. Veio então o alívio com o segundo gol rubro-negro. E a instrução, flagrada na leitura labial, para que os gremistas não mais chutassem em gol. Um vexame.

Em pleno jogo, o imperador Adriano e um plebeu adversário batiam papo com a mão sobre a boca para não dar bandeira. Num chute tolo do ataque gremista, a bola cismou de se oferecer diante do gol para outro ator, que exibiu toda sua veia cômica dando uma canelada para fora.

O Flamengo merecia ser o campeão, mas não dessa maneira. Um final de campeonato como esse desmoraliza o próprio futebol.

Os profetas da virtude apregoam a fórmula atual de disputa, por pontos corridos, como a apoteose do mérito. Mais uma verdade alquebrada.

O Brasil, como sempre colonizado, imita os europeus e se contenta com a emoção paraguaia dessa última rodada, com os melhores times do campeonato enfrentando adversários liquidados ou desistentes. Uma apoteose vagabunda.

Os pontos corridos (soma dos enfrentamentos entre todos os clubes, sem eliminação) são um ótimo critério para apontar os quatro melhores, ou os dois melhores, como se queira. Mas a falta do confronto direto entre eles, ao final de tudo, corrompe o critério supostamente virtuoso.

Flamengo, Internacional, São Paulo e Palmeiras chegaram à última rodada separados por apenas dois pontos, em mais de 60 conquistados. Ou seja: embolados, nivelados como os melhores. Era a hora do quadrangular decisivo, dando vantagem de empate aos que pontuaram mais.

Nos jogos verdadeiramente decisivos, não há teatro possível. E aquele pontinho arrancado do Santo André ou de algum time de aluguel do Luiz Estevão seis meses antes não vai decidir campeonato nenhum. Só os jogos decisivos, entre os melhores, são realmente capazes de exigir a máxima performance de um time.

Essa conversa carola de que “todos os jogos são decisivos”, e de que os pontos corridos do início ao fim “premiam o trabalho”, é a mais bem intencionada das fraudes. Futebol não é caderneta de poupança. Boa parte dos times se desmotiva ao longo de um campeonato imenso, arrastado e chato. A virtude passa a ser a resistência ao tédio. Uma equivocada aferição de mérito.

Sem finais, o campeonato brasileiro continuará sujeito às malas brancas e aos jogos de um time só. Por que não confrontar os melhores no final, em jogos valendo tudo ou nada?

Os profetas da virtude vão acabar transformando o futebol em laboratório de análises clínicas.

#soumaiswebcainarede - 11ª edição

Por Fábio Carvalho

E mais uma edição do Sou + Web aconteceu no Rio de "Janeura", no auditório do curso Ibeu, em Copacabana. Enquanto a cidade fervia negativamente com um helicóptero da polícia sendo derrubado, ônibus queimados e outras tragédias que nossos governos há muito não têm capacidade de evitar, o debate sobre o futuro das agências - o que fazer para garantir a sobrevivência numa nova era - também pegava fogo e gerava longas e produtivas e positivas discussões, marca já registrada do evento capitaneado pelo gripadíssimo Nino Carvalho.

A décima-primeira edição do evento contou com as participações de Risoletta Miranda (@rizzomiranda), diretora-executiva da FSB PR Digital (www.fsb.com.br), formada em jornalismo, MBA Marketing COPPEAD/UFRJ, especializada em Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital e uma das criadoras do Conceito de VRM  – Virtual Relationship Management; George “Benson” Acohamo (@superbenson), publicitário formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, pós graduado em Administração de Marketing. É Gerente de Comunicação Interativa da DPZ, com passagens por agências como Y&R, Africa, MLab e Fbiz, e ainda pelo portal Zip.Net e TV Globo; Nick Ellis (@nickellis), editor e autor do Digital Drops e Meio Bit, que juntos tem mais de 1 milhão de visitas únicas por mês. Com mais de 20 anos de experiência como designer e diretor de arte, atualmente trabalha na In Press Porter Novelli como Especialista em Mídias Digitais, cuidando da criação de conteúdo para blogs corporativos, monitoração online e criação de campanhas virais usando redes sociais como Facebook e Twitter; e Alexandre Carvalho (@acarvalho), jornalista formado em 2003 pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), há oito anos vem estudando as profundas mudanças que a internet vem provocando na comunicação digital, tanto no jornalismo quanto no marketing e na publicidade. Tem larga experiência em assessoria de imprensa, no atendimento a empresas dos setores de tecnologia e esportes, e atualmente é executivo de mídias sociais da LVBA Comunicação, cuidando exclusivamente das ações de RP da Nokia do Brasil para este segmento. Desde janeiro, mantém em atividade o blog Almanaque da Fórmula-1 , onde busca resgatar a história da categoria em seus quase 60 anos de existência, enfim, só fera.

"Tudo é digital" - Benson

George "Benson" Acohamo disparou uma afirmação que deve ter alegrado boa parte da plateia: "falta pouco para se começar a fazer dinheiro com mídia interativa". Essa é uma preocupação de onze em cada dez profissionais de publicidade e marketing na web. Benson ainda afirmou que já há casos de empresas que dedicam 100% de seus esforços ao marketing digital. Essas devem ter tomado red pill, mesmo, pois é grande ainda o número daqueles que acham que um outdoor resolve boa parte dos seus problemas de comunicação. A pergunta é alguém ainda olha para outdoors?

#SouMaisWeb 11 - Futuro das Agências por Bruno Fontes.

Rizzo Miranda fazendo sua apresentação, com "Benson" (à direita) - Foto Bruno Fontes

"Tudo é comunicação" - Rizzo Miranda

Rizzo deliciou a plateia com uma explanação que me lembrou imediatamente das fantásticas aulas de Carlos Nepomuceno (professor da @posmktdig4 - FACHA/IGEC). Ela lembrou Paul Valerie que afirma que para entender um momento na história, temos que nos distanciar dele pelo menos 50 anos.

Rizzo afirmou que precisamos nos reinventar, pois os clientes são diferentes. Hoje, não há a famosa receita de bolo de anos atrás. E para promover essa reinvenção, ela propõe o caminho do diálogo, observação e criatividade, gerando credibilidade entre o cliente e seu parceiro. Ela ainda levantou a questão do surgimento de um novo perfil profissional: o Homo Digitalis - aquele que está inserido no contexto digital e se transforma a partir dele.

Por último, falou o blogueiro e twitteiro, como ele próprio diz, Nick Ellis. Ele contou sobre suas experiências no mundo digital, dando especial ênfase ao seu trabalho no Digital Drops. Atualmente, Nick é contratado da InPress e perguntei a ele que avaliação ele faz dessa experiência. Nick se mostrou bastante satisfeito e está gostando da troca positiva de informações que existe no ambiente de trabalho.

#SouMaisWeb 11 - Futuro das Agências por Bruno Fontes.

"Benson" e o futuro das agências, ao fundo Rizzo, Alexandre Carvalho e Nick Ellis - Foto Bruno Fontes

O case #portocainarede

O jornalista e blogueiro Raphael Crespo foi o responsável pela maior polêmica desse Sou+Web. Crespo perguntou aos debatedores o que eles tinham achado do critério de escolha da ação Porto cai na rede, que levou blogueiros conhecidos, mas nem sempre especialistas em turismo, para avaliar um resort em Porto de Galinhas, Pernambuco.

Ellis disse que não aceitou o convite por ter sido convidado pela Nokia para assistir ao lançamento de um satélite, nos Estados Unidos. Porém, ele afirmou que não concordou plenamente com a lista de blogueiros. As opiniões divergiram entre debatedores e plateia e Alexandre Carvalho entrou de sola. Carvalho disse que não concorda com "ações entre amigos", que levam blogueiros a convidar conhecidos em detrimento de uma avaliação mais profissional das agências. Ele contou um caso em que chegou a ser ameaçado pelo "paizão dos blogs" (quem será) - em suas próprias palavras -, por ter exposto uma opinião contra a escolha de blogueiros que só causam buzz, mas nem sempre tem ligação com o conteúdo do que está sendo proposto por uma determinada ação. A discussão continuou no Twitter e ainda promete rolar por bastante tempo. Se você tiver uma opinião e quiser compartilhar, comente.

O próximo Sou+Web encerrará as atividades em 2009, abordando o esporte na internet. Promete marcar mais um golaço. Até lá.